O mercado deixou um recado claro em 2024 e 2025: crescimento não acontece por canal. Portanto, não é o tráfego pago que escala sozinho. Da mesma forma, não é o conteúdo que sustenta resultado isoladamente. E muito menos o comercial que resolve quando o topo do funil não está rodando bem. Sem dúvida, o que trás evolução são as operações de crescimento.
Crescimento acontece quando existe operação, quando marketing, vendas e tecnologia trabalham juntos, ou seja, sob o mesmo fluxo, com os mesmos dados e os mesmos objetivos.
E é exatamente isso que chamamos de operações de crescimento: um modelo integrado que permite às empresas criar previsibilidade, reduzir ciclos de venda e, assim, transformar cada real investido em retorno mensurável.
2026 será o ano das empresas que entenderem isso. Confira!
O que você vai ver:
TogglePor que as operações de crescimento estão substituindo o marketing isolado
A era do “marketing faz sua parte e vendas faz a outra” acabou. Nos últimos anos, empresas que mantiveram áreas isoladas sofreram com:
- Pipeline inconsistente;
- Leads desalinhados;
- Ciclos de venda longos;
- Altos custos de mídia;
- Ausência de previsibilidade;
- Pouco aprendizado ao longo do tempo.
Isso acontece porque não existe crescimento sustentável sem integração operacional. Ou seja, nas operações de crescimento, marketing gera demanda qualificada, IA organiza sinais e prioriza oportunidades, e o comercial atua com contexto e cadência estratégica.
Em resumo, é um fluxo único, não três departamentos desconectados.
O que são, na prática, operações de crescimento?
As operações de crescimento são o conjunto de processos, pessoas e tecnologias que trabalham de maneira contínua para:
- Gerar demanda qualificada,
- Nutrir e educar decisores,
- Priorizar contas com intenção real,
- Acelerar conversas comerciais,
- Transformar dados em decisões,
- Escalar receita com previsibilidade.
Em outras palavras, elas atuam como uma estrutura inteligente que move a empresa adiante, mês após mês.
Os três pilares das operações de crescimento modernas
1. Marketing estratégico integrado ao funil
Marketing deixa de ser “produção de conteúdo” e passa a ser orquestração de demanda. Assim, cada peça, artigo, anúncio, e-mail, webinar, existe para mover o lead para o próximo estágio do funil.
O objetivo é simples: entregar ao comercial leads mais maduros, ou seja, com intenção e contexto. Portanto, não é volume, mas alinhamento.
Fazer essa integração tem seus segredos e benefícios. Por isso, leia também: Marketing digital e vendas: como integrar e gerar resultados
2. Vendas orientadas por dados e cadência consultiva
Vendas deixam de “caçar no escuro” e passam a atuar com inteligência. Com o apoio de IA e automação, cada vendedor recebe, por exemplo:
- Histórico de navegação do lead;
- Materiais consumidos;
- Intenção de compra detectada;
- Score de prioridade;
- Roteiros sugeridos;
- Análises de probabilidade de fechamento.
Assim, o comercial deixa de ser reativo e se torna consultivo. E consultivo vende mais rápido.
Para saber mais sobre o assunto, sugerimos o artigo Qualificação de leads: a importância de um SDR para vender mais
3. IA como motor operacional das operações de crescimento
A IA não substitui vendedores nem marqueteiros, ela libera tempo para que eles façam o que importa. De fato, ela atua em:
- Análise de intenção;
- Agrupamento de tendências;
- Personalização de mensagens;
- Priorização de contas;
- Previsão de receitas;
- Insights de campanhas;
- Automações inteligentes.
Ou seja, a IA torna as operações de crescimento mais rápidas, mais precisas e mais escaláveis, sem perder humanização.
O que muda na empresa quando operações de crescimento entram em cena
Empresas que implementam operações de crescimento relatam transformações profundas, como por exemplo:
1. Previsibilidade real passa a existir. Portanto, não é mais “torcer por vendas”, mas prever pipeline.
2. O ciclo de vendas encurta naturalmente. Ou seja, quando o lead chega educado, a negociação é mais rápida.
3. A mídia rende mais com menos investimento. Assim, o tráfego deixa de ser “volume” e passa a ser “intenção”.
4. Times param de trabalhar isolados. Sendo assim, as informações fluem, a estratégia se alinha e o resultado acelera.
5. A empresa aprende continuamente. Operações de crescimento não são campanha, são sistema. E sistemas ficam mais inteligentes a cada ciclo.
Como iniciar operações de crescimento na prática
Implementar operações de crescimento não começa com ferramentas caras nem com uma revolução estrutural. Primeiramente, começa com clareza, método e organização. A base desse modelo é simples: alinhar pessoas, dados, processos e tecnologia para que toda a empresa funcione como uma única máquina de crescimento, previsível, inteligente e escalável.
A seguir, mostramos os passos que as empresas de maior performance estão seguindo.
1. Centralize dados no CRM
Quando dados ficam espalhados entre Google Sheets, WhatsApp, e-mails e ferramentas desconectadas, a empresa perde:
- Visão do funil,
- Contexto do lead,
- Previsibilidade,
- Capacidade analítica,
- Histórico para tomada de decisão.
Portanto, a primeira etapa das operações de crescimento é eliminar “ilhas de informação”. Por isso, um CRM bem estruturado cria a fonte única da verdade. Ele permite, por exemplo, que marketing monitore intenção, vendas acompanhe evolução e IA interprete padrões comportamentais para sugerir priorização e próximas ações.
Portanto, quanto mais dados centralizados, mais inteligente se torna a operação, e mais rápido o crescimento acontece.
2. Alinhe marketing e vendas em um mesmo fluxo
Operações de crescimento quebram o maior gargalo do B2B: a falta de alinhamento entre marketing e comercial.
Em outras palavras, quando cada área trabalha com métricas próprias e expectativas diferentes, a consequência é pipeline frágil e imprevisível. Por isso, o fluxo deve ser único:
- Marketing não entrega volume; entrega intenção.
- SDR não “faz triagem”; faz qualificação estratégica.
- Vendas não “recebe leads”; recebe contexto e gatilhos de necessidade.
Aqui, a definição clara de MQL, SQL, Oportunidade, Fechamento garante que ambos os times falem a mesma língua, evitem retrabalho e movam o lead de forma contínua, sem rupturas.
Em resumo: é o fim do clássico: “O lead não está qualificado” x “O vendedor não deu atenção”.
3. Introduza IA como assistente, não como substituto
A IA entra para remover fricção, não para substituir pessoas. Por isso, nas operações de crescimento, ela atua como:
- Analista de intenção: identifica padrões e sinais de compra;
- Roteirista: sugere mensagens personalizadas com base no perfil do lead;
- Segmentadora: organiza listas por prioridade, cargo ou comportamento;
- Assistente de contexto: reúne informações relevantes antes de uma reunião;
- Pré-qualificadora: filtra leads sem fit, poupando tempo do SDR.
Enquanto isso, o humano se concentra no que realmente gera impacto:
- Conversa emocional,
- Leitura de nuances,
- Negociação estratégica,
- Construção de confiança,
- Fechamento consultivo.
A IA dá velocidade. O humano dá profundidade. Operações de crescimento unem as duas coisas.
4. Padronize processos e cadências
Sem processos padronizados, cada vendedor trabalha “do seu jeito”. Dessa forma, o funil perde previsibilidade e o crescimento se torna acidental. Por outro lado, as operações de crescimento exigem:
- Cadências claras de prospecção,
- Critérios uniformes de qualificação,
- Rituais semanais de alinhamento,
- Checklists de preparação de reunião,
- SLAs entre marketing, SDR e vendas,
- Roteiros de follow-up e pós-apresentação.
Quando todos seguem o mesmo fluxo, o que muda não é o processo, mas o resultado. E isso permite algo essencial: escalar pessoas sem perder a qualidade.
Padronização não engessa. Padronização liberta, porque cria clareza e previsibilidade.
5. Reúna operações, marketing e comercial em um mesmo dashboard
O último passo das operações de crescimento é a visibilidade compartilhada. Quando cada área usa sua própria planilha ou seu próprio relatório, a empresa sofre com:
- Metas desalinhadas,
- Interpretações contraditórias,
- Apontamentos equivocados,
- Decisões lentas e imprecisas.
Com um dashboard único, todos observam:
- Custo por lead qualificado,
- ICP mais responsivo,
- Ciclos por segmento,
- Conversão por etapa,
- Impacto da IA nas oportunidades,
- Previsibilidade de receita,
- Gargalos do funil.
Essa transparência cria responsabilidade mútua, acelera ajustes e transforma crescimento em rotina, não em evento esporádico.
É nesse momento que operações de crescimento deixam de gerar “picos” e passam a gerar consistência.
Por que 2026 será o ano das operações de crescimento
Cenário previsto:
- Aumento da competitividade digital;
- Compradores mais criteriosos;
- Dependência maior de conteúdo e prova;
- Custo de mídia flutuante;
- Pressão por previsibilidade;
- Urgência por eficiência comercial.
Empresas que continuarem tratando marketing como “produção de demanda” e vendas como “conversão de oportunidade” vão ficar travadas.
As vencedoras serão aquelas que entenderem que crescer é uma operação, não uma campanha. E operações de crescimento são exatamente isso.
Conclusão: crescimento é consequência de integração, não de esforço isolado
Marketing sozinho não escala. Vendas isoladas não sustentam crescimento. IA sem processo não faz milagre.
Crescimento nasce quando pessoas, processos e tecnologia trabalham juntos, em um fluxo contínuo, previsível e orientado a resultados.
É isso que as operações de crescimento entregam:
- Mais alinhamento,
- Mais receita,
- Mais previsibilidade,
- Mais competitividade.
Na Carandá, ajudamos empresas a construir esse sistema, unindo marketing, vendas e IA em uma única operação de crescimento integrada.
Quer saber como estruturar isso na sua empresa? Converse agora com nosso time e comece a construir suas operações de crescimento para 2026.



